Cavalgava no quintal montado em bambus velhos.
Era eu um vaqueiro e meus cavalos não precisavam ser encilhados.
Carregava um colt, vestia um casaco velho
e a dançarina do salão era minha namorada.
Meu cavalo era negro, meio arisco
diante os olhos da vizinha curiosa.
A casa era grande e tinha janelas pra todos os gostos.
Poderia ser cidade do velho oeste ou mina abandonada;
lugar de duelo...
E este era sempre ao entardecer.
Assim podíamos ver as faíscas das espoletas.
E como na televisão se morria.
Só não compreendo, até hoje, os seus filmes
-Ah o tempo brinca com a gente.. .-
Lá pensamentos como os meus não germinam.
Lá nada que passou desassossega o presente.
Nem mexe na serenidade sob os sombreiros dos cowboys sujos

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