que te vejo acordar
e ainda não te reconhecer.
Eu faço bolhas de sabão pelo ar
desdenhando minha condição de objeto
e teus olhos malcriados
que adormecem quando desperto
e riem quando os meus lacrimejam.
Onde foste na minha ausência
e por que me deixas com quem não és na varanda?
Onde se escondeu e
como te achar se não desejas ser procurada?
Mulher... por quê choras quando saio
se no tempo em que venho lamentas?
Mulher... por quê se amaldiçoa quando estou
e ri do presente que te trago?
A voz de tantas se cala com coisas tão simples.
O pão que te sustenta, a sala limpa, a cama posta.
Aqui a comida não tem cheiro
Não vinga mais saudade no coração.
Traição é pouco, humildemente digo.
Antes a dor de tê-la saudosamente morta
A esperança quase sem vida




















