sem nunca ter te encontrado...
Mas você ainda sorri na penumbra
em parte de um sonho ou em pedaços de uma lembrança quase esquecida.
Te clamo,
mas nada sei do teu último paradeiro
ou a cor dos teus sapatos ou dos teus cabelos...
Onde estavas quando eu desenhava luas no caderno?
Onde habitavas quando te desejava em prece, sozinho, e molhado de chuva?
Peça de mármore, pedra polida, ouro de meu jardim...
Assim te imagino, assim te espero,
como um vigia, que insone,
agoniza numa longa e interminável noite sem ti.
Onde deixou meu coração?
Onde me abrirão a porta?
Onde haverá festa e jantar sobre a mesa?
As horas que passam são como doces que não saboreio...
O tempo que voa é como cavalos que não encilho..
O tempo é como um trem que não pego e nem vejo passar.
O tempo é como um trem que ouço e nunca vejo chegar

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