Sabe mulher,
quando pousas sobre mim
ja não tropeço,
nem mais quero fugir.
meu lugar é onde estás e tua voz,
meu conto de fadas,
me faz adormecer
sem ser eu tua criança
ou o homem do fim dos teus dias.
Se viro então teu palhaço
quando ri de minhas graças,
atenta e linda
és toda plateia que ambiciono ter,
és todo e o único aplauso que sonho em ouvir.
Depois dengosamente me chama,
enamorada e boba
me seduz para sempre
num feitiço fatal,
minha bruxa madrinha,
febre que adoro ter,
não me perca,
não me perca.
Ao fim, caminha teus dedos sobre mim
viro assim teu palco e tua luz,
purpurina que te jogo
mas que carregas sem saber que tens,
purpurina que colho de ti e que devolvo
quando te faço feliz

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