Contempla o dízimo dessa aurora...
ela não é somente tua...
nem são teus braços que erguem o cenário...
nem és o maestro dessa trajetória...
mas parece ser só tu,
contemplador,
que acende esse enorme fósforo horizontal..
contempla esse porre,
essa ressaca,
sublime esperança laranja
sobre a pira indecente dessas lâmpadas acesas.
contempla maldito...
contumaz aventureiro dessas paragens
a agonia dessa noite não consumida
é o fim passageiro da tua agonia.
a aurora te acorda,
tu que renasce como um feto encardido.
A aurora tempera e dilui
a cor dessas calças sujas
e o desamor aos outros

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